Estava conversando com o vidro do ônibus enquanto vinha para cá (estou no trabalho, na verdade, aguardando para começar a fazer o que vim fazer aqui hoje), contando as ultimas fofocas minhas, etc e tal… e percebí que o balanço até que está bom!
Evidente que há muito que eu gostaria que fosse e não é, oh eterna insatisfação humana… mas ainda assim, mesmo com a crise mundial, financeira, dos 30, das espinhas fora de época e do atraso (esse acabou hoje, felizmente… estava me deixando louca!), até que passei aí dois meses bem felizes.
Conversar com o vidro da janela do ônibus é bom. Faz a gente refletir sem muito esforço, e na minha opinião é daí que saem as melhores conclusões. Conversar com os amigos também é sensacional, mas o melhor papo que podemos ter ainda é com nós mesmos.
A conclusão? Ah sim. A vida é boa pra mim. Se eu não tenho algo, qualquer coisa que seja, provavelmente é por obra e graça minha mesmo. Até aquelas coisas sobre as quais não tenho poder, se não as tenho ou se as perdi, é porque não eram para ser mesmo.
Não é dificil aceitar o que fica e o que vai. A beleza de ser está justamente nisso! Ora, os amigos e os amores que temos, é tão bom que vão e venham a hora que quiserem… ninguém deveria se sentir obrigado a bater ponto nas vidas uns dos outros. Sentir saudade também é bom, até dá uma agoniazinha, mas não mata, pode até ser legal se criar a expectativa de um retorno. Someday, somewhere, somehow… acho isso tão romântico…
Eu dei adeus (coisa que detesto, admito) a mais um “grande amor” no ultimo domingo. Não estou triste, mas sinto saudades e vou sentir ainda por algum tempo, até que me acostume que não era mesmo uma pessoa que ia ficar aqui, no mesmo território que eu. É aquilo, quando a gente decide que vai viver semanas ou meses maravilhosos, com data para acabar, a gente acaba aproveitando melhor. É uma dádiva saber finalmente lidar com isso, algo que eu adoraria ter conhecimento ha alguns anos.
(Nossa, conversando com uma amiga hoje mesmo quando acordei, eu disse a ela que a vida não é filme… acho que me enganei, é filme sim!)
Enfim, desejo mesmo, a todo mundo, que saibam saborear essas pequenas felicidades sem querer reter, sem prender, sem acharem que o mundo vai acabar no fim do copo. E, especialmente, que saibam apreciar as idas e voltas das pessoas de suas vidas, porque se alguém que vai um dia volta, é porque se importa e gosta de verdade de você, assim, por livre e espontânea vontade.