mal educada? como assim?
E quando você recusa educadamente um convite pra baladinha de sexta-feira porque não vai com a lata da namorada nova do seu amigo?
Normal, certo? Você recusa, deseja boa noite a todos os envolvidos e segue para o conforto do seu lar.
Mas, como o normal me visita menos que o papai noel, o referido amigo resolve questionar a razão da sua recusa. E você, pessoa brutalmente honesta com suas ideias, depois de três insistências acaba dizendo: “Não vou porque não vou com a telha da tua guria nova.”.
Aí você toma de mal educada, anti-social, ciumenta, infantil… só falta ligar pra mãe(nhê) e dizer que você roubou o saco de pipoca, deu pontapé e chamou de bobo.
Melhor manobra aplicada foi sorrir, mandar sentar lá e seguir o caminho pra casa. Eu uso sempre, e é ótimo. Mas incomoda, fica aquela sensação de injustiça.
Porque se eu decido ver até onde aguento estar na presença de alguém que detesto, coisas ruins podem acontecer. É sério, quem me conhece sabe que quando eu não gosto de alguém, essa pessoa fica sabendo quase que instantaneamente. E é muito ruim existir perto de mim nessas condições. Porque tudo que eu quero é sufocar o meu incômodo com a existência dessa pessoa, e a unica forma que conheço de fazer isso é fazer essa criatura sofrer em altas doses, miseravelmente.
Infelizmente sou esse tipo de pessoa, cold bitch total. Mas há algo de bom em mim já que procuro evitar esse tipo de situação sempre que possível. Não sou mal educada. Seca, insensível, antipática, ok, mas educação eu tenho, gosto e uso sempre.
Então fica a dica. Se eu um dia te disser que não vou te acompanhar em qualquer coisa que seja porque não gosto do seu par, me deixe seguir meu caminho em paz e não questione, porque eu posso não querer ser a “mal educada” e aí quem vai sofrer é a pobre infeliz pessoa que você está tentando me enfiar goela abaixo.
10 reasons why I’m damaged…
1- O Bon Jovi canta “In these arms”. E eu acredito;
2- O Patrick Swayze cantava “She’s like the wind” e dançava “Time of my life” e eu acreditei que um dia seria assim comigo também;
3- Eu vi o Derek “McDreamy” Shepperd (Patrick Dempsey) casar com a Meredith Grey (Elen Pompeo) via post it e agora só penso em casamento se for com um neurocirurgião gostoso, via post it;
4- Vejo McSteamy Manwhore Extraordinaire (Eric Dane, busque no google e morra com a visão!) em todo manwhore que passa pela minha vida (e aparentemente só quero se for assim);
5- Sempre acharei o George Michael um sex symbol, mesmo sabendo que ele é gay, portanto, não pro nosso bico;
6- Por causa de “Uma linda mulher”, fiquei acreditando nessa história de aparecer um Richard Gere pra “me tirar dessa vida” – com direito a botão de rosa e beijo apaixonado na escada de incendio;
7- Depois que o “Dr Feelgood” Sam Bennet (Taye Diggs, he can make you go hmmmm) fez aquele discurso pro casamento da filhinha, me fez acreditar que existem “anyway friends” e que tem gente que quando pisca, te derrete;
8- James Hetfield me fez amar esses tipos “machopracaralho”, com barba, atitude e pegada “metal”;
9- Todas as novelas que ja vi na vida (muitas!) me fizeram acreditar que tudo se resolve no final e que “o importante é ser você mesmo”;
10- A onda grunge me atingiu na adolescencia e me fez achar lindos aqueles seres cabeludos – não raro ensebados – com cara (!) de quem bebe todas no café da manhã. Até hoje.
Quem me conhece sabe que eu tenho a noção de realidade seriamente prejudicada. Sei muito bem que meus hábitos (viciada confessa em musica e TV) não ajudam em nada, mas sinceramente, como vou querer parar com algo que me dá tanto barato, né? Claro que não. O resultado são idéias que se fixaram em mim e que me arruinaram completamente para o resto do mundo e da vida.