mal educada? como assim?

outubro 15, 2010 Deixe um comentário

E quando você recusa educadamente um convite pra baladinha de sexta-feira porque não vai com a lata da namorada nova do seu amigo?

Normal, certo? Você recusa, deseja boa noite a todos os envolvidos e segue para o conforto do seu lar.

Mas, como o normal me visita menos que o papai noel, o referido amigo resolve questionar a razão da sua recusa. E você, pessoa brutalmente honesta com suas ideias, depois de três insistências acaba dizendo: “Não vou porque não vou com a telha da tua guria nova.”.

Aí você toma de mal educada, anti-social, ciumenta, infantil… só falta ligar pra mãe(nhê) e dizer que você roubou o saco de pipoca, deu pontapé e chamou de bobo.

Melhor manobra aplicada foi sorrir, mandar sentar lá e seguir o caminho pra casa. Eu uso sempre, e é ótimo. Mas incomoda, fica aquela sensação de injustiça.

Porque se eu decido ver até onde aguento estar na presença de alguém que detesto, coisas ruins podem acontecer. É sério, quem me conhece sabe que quando eu não gosto de alguém, essa pessoa fica sabendo quase que instantaneamente. E é muito ruim existir perto de mim nessas condições. Porque tudo que eu quero é sufocar o meu incômodo com a existência dessa pessoa, e a unica forma que conheço de fazer isso é fazer essa criatura sofrer em altas doses, miseravelmente.

Infelizmente sou esse tipo de pessoa, cold bitch total. Mas há algo de bom em mim já que procuro evitar esse tipo de situação sempre que possível. Não sou mal educada. Seca, insensível, antipática, ok, mas educação eu tenho, gosto e uso sempre.

Então fica a dica. Se eu um dia te disser que não vou te acompanhar em qualquer coisa que seja porque não gosto do seu par, me deixe seguir meu caminho em paz e não questione, porque eu posso não querer ser a “mal educada” e aí quem vai sofrer é a pobre infeliz pessoa que você está tentando me enfiar goela abaixo.

 

CategoriasUncategorized

10 reasons why I’m damaged…

agosto 3, 2010 7 comentários

1- O Bon Jovi canta “In these arms”. E eu acredito;

2- O Patrick Swayze cantava “She’s like the wind” e dançava “Time of my life” e eu acreditei que um dia seria assim comigo também;

3- Eu vi o Derek “McDreamy” Shepperd (Patrick Dempsey) casar com a Meredith Grey (Elen Pompeo) via post it e agora só penso em casamento se for com um neurocirurgião gostoso, via post it;

4- Vejo McSteamy Manwhore Extraordinaire (Eric Dane, busque no google e morra com a visão!) em todo manwhore que passa pela minha vida (e aparentemente só quero se for assim);

5- Sempre acharei o George Michael um sex symbol, mesmo sabendo que ele é gay, portanto, não pro nosso bico;

6- Por causa de “Uma linda mulher”, fiquei acreditando nessa história de aparecer um Richard Gere pra “me tirar dessa vida” – com direito a botão de rosa e beijo apaixonado na escada de incendio;

7- Depois que o “Dr Feelgood” Sam Bennet (Taye Diggs, he can make you go hmmmm) fez aquele discurso pro casamento da filhinha, me fez acreditar que existem “anyway friends” e que tem gente que quando pisca, te derrete;

8- James Hetfield me fez amar esses tipos “machopracaralho”, com barba, atitude e pegada “metal”;

9- Todas as novelas que ja vi na vida (muitas!) me fizeram acreditar que tudo se resolve no final e que “o importante é ser você mesmo”;

10- A onda grunge me atingiu na adolescencia e me fez achar lindos aqueles seres cabeludos – não raro ensebados – com cara (!) de quem bebe todas no café da manhã. Até hoje.

Quem me conhece sabe que eu tenho a noção de realidade seriamente prejudicada. Sei muito bem que meus hábitos (viciada confessa em musica e TV) não ajudam em nada, mas sinceramente, como vou querer parar com algo que me dá tanto barato, né? Claro que não. O resultado são idéias que se fixaram em mim e que me arruinaram completamente para o resto do mundo e da vida.

CategoriasUncategorized

O gato de Shrödinger

junho 19, 2010 2 comentários

Em 1935, Erwin Shrödinger, ao tentar explicar a interpretação de Copenhage da Física Quântica, propôs um experimento em que um gato é encerrado em uma caixa com um recipiente fechado de veneno, que se quebraria em um momento aleatório, acionado por um contador Geiger. Já que ninguém sabe quando o veneno será liberado, até que a caixa seja aberta, o gato pode ser considerado tanto vivo quanto morto.

Se estou louca? Não. Só queria ilustrar com alguma ciência a velha história: Só sabemos um resultado quando soubermos. E pra saber, tem que abrir a caixa.

Em um ataque de arrogancia, resolvi que iria abrir uma certa caixa que esteve fechada ha um bom tempo. E o gato estava vivo, bem vivo, e agora gostaria de saber de onde vou tirar energia e, por que não dizer, coragem, para lidar com esse bicho. Não sei. Escolhi um péssimo momento para pensar que podia fazer isso. Que ótimo.

CategoriasUncategorized

Resignation letter of sorts

junho 16, 2010 2 comentários

Quando eu abri o olho hoje cedo, já senti que não ia ser um dia comum. Ia ser o dia do capeta, tinha certeza. E foi mesmo.

Sabe quando geral resolve que vai se manifestar? Isso quase nunca me acontece, mas hoje parece que as portas do inferno se abriram. E de novo fiquei pensando, mas que dedo podre pra homem eu tenho, credo! O pior é que tudo começa sem intenção de nada. É impressionante. E é fato, no meu quintal parece que só entra personagem mesmo…

Tem o “last one”, que seria perfeito se não fosse o péssimo habito de reafirmar a condição de macho a cada momento. Tá sempre dizendo que vai me botar na linha, que vai ser tudo diferente, que vou ter tudo que mereço. Adoro “macho pra caralho”, mas também tenho apreço pela minha integridade física. Eu hein.

Tem um que vive num planeta que eu não sei qual é. Ele pensa que eu tenho botão de liga/desliga, desde sempre. Ele tem encrenca de sobra na vida, e ainda pensa que daria super certo me adicionar à pilha de encrencas dele. Acredita que eu sou o que falta na vida dele. E acha que eu ia ficar super feliz com isso. Irresponsável.

Aí tem um que é muito novinho, muito uhul, muito otimista, muito “muito muito”, e pensa que eu sou o arrimo do mundo. Acha que tudo dá certo na minha mão. Acha que a minha vida é uma festa, cheia de liberdades e independencias, e que pode fazer parte dessa coisa toda assim, sem mais nem menos. Jovem tolo.

E tem o boomerang. Esse, é de praxe, todas as vezes que a namorada viaja/vai pra casa da mãe/fica de xico/whatever, me procura. É outro que jura que eu tenho botão de liga/desliga. E o pior, se lamenta o tempo todo. Lamenta ter escolhido a outra moça, lamenta não ter “seguido a area”, lamenta não poder ver futebol aos domingos… lamentável. E irritante.

Agora, quem pode me dizer onde moram as pessoas normais, ou pelo menos esforçadas? Eu sei que não sou um modelo de normalidade, etc e tal, mas não seria pedir demais, sabe… percebi que o que esse povo tem em comum é pensar que eu sou “pau pra toda obra” ou algo assim. Que a minha vida tá ganha e que eu aguento e resolvo qualquer coisa. Que seguro qualquer barra.

Só que isso não é verdade, eu sou gente como todo mundo, não estou sempre no comando, e tenho tanta vontade de sumir no colo de alguem quanto todo mundo tem. E não sou muro nem escora. Não sou de ferro. E se eu posso tomar no * sozinha sem mimimi, então eles também podem. E quer saber? Se for pra ter esse tipo de companheiro na minha vida, não quero. Sério, desisto. Já não é mesmo minha especialidade, então nem vai fazer muita falta, essa merda. Como já disse antes, só quero ser feliz. E não dá pra ser feliz me debatendo com gente que parece que só quer tomar o que me resta de energia de mim. I quit.

E eu sei que vai ter tipo se identificando aqui. Bom, recado dado.

CategoriasUncategorized

Me vê um worldcup de café, por favor?

junho 14, 2010 1 comentário

E segue o jogo no estágio gelaaaaaado dessa cidade cinza, sempre tão convidativa e simpática. Por enquanto 10×1 pra vida, a jesouhaite tá tomando um chocolaaaate minha gente! Mas não tem nada não, ainda tem o segundo tempo, ainda tem um campeonato inteeeeeeeiro e tem espaço de sobra ainda pra muito gol, quem sabe até reverter o placar? Acredita, torcedor!

O que seria do brasileiro sem Copa do Mundo, não é? Eu sei que tem muita gente que não gosta, que até “detesta” futebol, mas na qualidade de torcedora e dependente química de esportes, tenho que dizer: futebol pra mim é amor.

Até pras coisas “menos agradáveis”, a analogia com futebol ajuda muito a superar certas coisas. A gente fala que vai “bater uma bolinha” quando na verdade vai discutir aquele assunto super espinhoso, ou diz que deu 0x0 quando uma coisa não deu em nada… é tão legal essa forma de suavizar aborrecimentos, eu gosto.

Ah, e para continuar a não fazer sentido algum nesse post, voltei com o café. Não estou naquele ritmo desenfreado de um litro e meio por dia, mas já me deixo apreciar uma ou duas xícaras generosas por dia. Somente quando sinto vontade.

É tão boa essa liberdade do “só quando, e se sentir vontade”… =)

CategoriasUncategorized

Sorry, can’t be happy for you right now

maio 18, 2010 3 comentários

“Oi, tudo bem?”

“Tudo bem, e você?”

“Tudo ótimo.”

Esse é um pequeno exemplo do que todo mundo faz todos os dias ou o tempo todo. Chama-se “boa educação”, somos ensinados a agir assim. Somos ensinados também a ficar sempre muito felizes pelas conquistas alheias. Não é uma educação ruim, é tão legal a idéia de a felicidade alheia nos deixar felizes por tabela, não é? Eu acho que é. Só que tem aquele pedacinho da gente que sente exatamente o contrário, e esse pedaço tão pequeno e reprimido pela boa educação e a boa indole, pode estar um pouco “inchado” por causas diversas.

Eu tô com um inchaço nessa parte ruim de mim. Enorme. Acho que tá melhorando, “desinchando” aos pouquinhos, mas eis a verdade, não estou capaz de ficar realmente feliz por ninguém, nem por nenhum motivo. Eu queria mesmo é que o mundo explodisse em chamas, comigo dentro, e dane-se.

Que feio, né? Não foi essa a educação que recebi, nem é essa a minha indole. Não sou santa nem virtuosa, mas sei que também não sou má. Sou sim capaz de ser feliz “do lado de fora do clube”, mas não agora. Não ultimamente. É uma pena, porque sei que há coisas muito legais acontecendo, e o azar é meu se não consigo compartilhar.

Mas ei, calma aí, não vou destratar ou praguejar contra a felicidade de ninguém! Vou desejar os melhores votos e sorrir, como sempre fiz. Afinal, minha mãe me deu educação e ninguém tem nada a ver com o porco-espinho entalado no meu rabo, é problema meu. E vai passar, isso é líquido e certo.

CategoriasUncategorized

Olhe…

maio 1, 2010 3 comentários

Sempre tive a impressão de que vivemos parcialmente num ideal, num imaginário. Vivemos os fatos, mas boa parte das coisas fica mesmo é por conta da nossa imaginação. Claro, em maior ou em menor grau, né.

Igual quando a gente quer uma coisa, antecipa o momento, imagina mil cenas (essa é uma coisa que acho que com o tempo deixamos de fazer), e aí quando finalmente chega o momento… nada.

É um tanto confuso lidar com isso. A gente pode pensar que nada tem ou terá mais graça daí em diante, o que não é verdade. Não pode ser, acho. Temos uma expectativa de vida tão grande, em média 70 anos, se nada mais for ter graça para quê então serviria tanto tempo de vida?

Hoje mesmo, me bateu um bode horroroso, desses que dá vontade de sumir no ar, mas aí olhei de relance para a janela e lá estava ela, a minha favorita ever: dourada, redonda, única nesse céu pretensamente limpo.

A lua.

Oras, se ela está há tanto tempo no céu, linda e unica, setenta aninhos aqui na terra e ainda com a vantajosa possibilidade de ter companhia é moleza.

CategoriasUncategorized
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.